quarta-feira, 17 de julho de 2013

Bolsa prazer...

Homem tenta pagar prostituta na Bahia com cartão do Bolsa Família
Uso do cartão está sendo investigado. Pelas regras do programa, a titular do benefício é sempre a mulher da casa
SALVADOR – A Delegacia de Polícia de Itapetinga, a 316 km da capital baiana, está investigando um caso de uso incomum do cartão do Bolsa Família. Um homem, identificado apenas pelo pré-nome de “João”, teria tentado pagar os serviços de uma prostituta e o motel em que pretendia realizar o programa sexual com o cartão do principal programa social do governo. A confusão começou quando a prostituta tentou cobrar adiantado os R$ 50 do programa. “João” percebeu que estava sem dinheiro, e perguntou se ela não aceitaria o pagamento através do cartão do Bolsa Família.
A mulher se recusou e, devido à discussão, uma radiopatrulha da PM foi chamada ao local. Para pagar a entrada no quarto do motel, o homem teria deixado o aparelho de som do seu carro. Os policiais militares contaram que “João” se irritou com o escândalo e reclamou da situação nos seguintes termos:
— Itapetinga tá atrasada mesmo, nem as p... aceitam cartão!.
O delegado Roberto Júnior, titular da delegacia de Itapetinga, informou que o caso foi registrado na delegacia como um “termo circunstancial  de um cliente que não pagou o motel. Segundo ele, a utilização do cartão do Bolsa Família ainda está sendo investigado.
— O problema é que os policiais não retiveram o cartão, pois aí eu só liberaria na presença da titular — disse.
Pelas regras do programa, a titular do cartão é sempre a mulher da casa. O delegado explicou que se ficar comprovado o uso indevido, o cartão pode ser cancelado.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/pais/homem-tenta-pagar-prostituta-na-bahia-com-cartao-do-bolsa-familia-9057916#ixzz2ZF4whyF1

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terça-feira, 16 de julho de 2013

Vamos em frente...

Só rindo...





Refletir...

 
“Nós não herdamos o mundo de nossos antepassados, nós o pegamos emprestado dos nossos filhos.” (Provérbio Chinês)

http://pensador.uol.com.br/autor/proverbio_chines/5/

Língua afiada...

PEGADINHA GRAMATICAL
O emprego das vogais “o” e “u”

A ortografia configura-se como um importante elemento inerente à modalidade escrita da linguagem. Em virtude disso, faz-se necessário que estejamos aptos a colocar em prática nossos conhecimentos acerca deste assunto, visando assim a uma boa performance enquanto interlocutores, de modo a nos adequarmos à formalidade requisitada pelo padrão em foco.

Contudo, algumas dúvidas compartilham do nosso cotidiano, sobretudo em se tratando de palavras constituídas de uma notória semelhança sonora, tais como viagem, viajar, majestade, ferrugem, dentre outras. Assim sendo, o emprego correto de determinadas letras desempenham um importante papel rumo à conquista das habilidades antes mencionadas e, por falar em letras, não podemos nos esquecer do “o” e do “u”.

Portanto, visando a um aperfeiçoamento linguístico mais apurado, analisemos algumas questões relacionadas a esta ocorrência, assim evidenciadas:

* Grafam-se com “o”:

boteco, botequim, mochila, nódoa, cortiço, moela, mosquito, mágoa, moleque, tossir, goela, engolir, polenta, toalete, zoar etc.


* Grafam-se com “u”:

amuleto, bueiro, camundongo, cinquenta, cutia, curtume, jabuti, jabuticaba, entupir, embutir, mandíbula, supetão, tábua, tabuleiro, urtiga, urticária, entre outras.


Observações dignas de nota:

Constituindo esse ínterim há uma outra particularidade concernentes às vogais “i” e “e”, cuja mudança desta por aquela, implica tão somente no sentido expresso por elas. Vejamos alguns casos:


área (superfície) - ária (melodia)

delatar (denunciar) – dilatar (distender)

emigrar (sair de um país) – imigrar (entrar em um país)

recreação (diversão) – recriação (ato de criar novamente)

venoso (relativo a veias) – vinoso (que produz vinho)

Eis mais uma das tantas curiosidades linguísticas!

História...

Quatro artistas do Renascimento
Quatro artistas do Renascimento A “Última Ceia” de Leonardo da Vinci – Apesar do tema religioso, o autor retratou as personagens com características físicas mais humanas que sagradas
Certamente você já ouviu falar de Michelangelo, Donatello, Rafael e Leonardo. Mas estes nomes não se referem apenas ao desenho animado Tartarugas Ninjas, que fez sucesso na televisão brasileira durante a década de 1990. Estes nomes remetem também a quatro artistas expoentes do Renascimento, movimento de contraposição aos valores medievais que transformou o cenário cultural e científico da Europa entre os séculos XIV e XVI. Vamos conhecer mais sobre o Renascimento e sobre alguns personagens?

Certamente o mais conhecido artista do Renascimento é Leonardo da Vinci, devido principalmente ao fato de ter se dedicado a uma grande quantidade de atividades, como a pintura, escultura, arquitetura, astronomia, música e várias outras áreas. O que aqui se pode destacar da obra de Leonardo da Vinci é a centralidade do homem como objeto principal de seu trabalho. O antropocentrismo, que tem o homem como centro do universo, é uma das características do Renascimento, contrapondo-se à arte do período medieval, cujo centro era Deus e a arte retratando a religiosidade.

Foi a centralidade do homem que levou da Vinci a produzir, por exemplo, a obra “A Última Ceia”, que, apesar do tema religioso, expõe Jesus Cristo e seus apóstolos mais como homens do que como seres sagrados, principalmente pela representação dos corpos na tela. Foi este objetivo antropocêntrico que o levou a estudar o corpo humano através da anatomia, utilizando pesquisas empíricas para representá-lo.

 Escultura de Donatello retratando o episódio bíblico de Judith e Horlofenes

Escultura de Donatello retratando o episódio bíblico de Judith e Horlofenes

A anatomia serviu também a Donatello para a produção de suas esculturas, principalmente no que se refere à proporcionalidade entre os membros do corpo. O escultor produziu diversas obras no início do século XV, das quais se destaca Judith e Horlofenes, retratando o episódio bíblico em que Judith seduz e decapita o general Horlofenes para salvar o povo hebreu. O valor simbólico dado por Donatello à obra pretendia mostrar a castidade abatendo a luxúria, ou mesmo a república vencendo a tirania.

 “Alba Madonna” de Rafael Sanzio
 “Alba Madonna” de Rafael Sanzio

Rafael Sanzio ficou conhecido como o pintor das madonas, nome em italiano da mãe de Jesus. A contribuição de Rafael consistiu no desenvolvimento de algumas técnicas de pintura que davam destaque ao contraste de luzes. Os sombreados conseguiam dar maior realismo aos contornos do corpo humano, imprimindo também nas madonas expressões humanas, contrastando com sua figura religiosa.

 Teto da Capela Sistina pintado por Michelangelo

Teto da Capela Sistina pintado por Michelangelo

Michelangelo Buonarroti se destacou por sua produção artística nas áreas da pintura e também das esculturas. Na pintura, podemos destacar os afrescos realizados no teto da Capela Sistina, na cidade do Vaticano, principalmente a retratação do episódio do gênesis, a Criação de Adão. Suas esculturas mais famosas foram Davi e também Pietá, esta representando Maria com Jesus morto em seu colo.

Davi, escultura de Michelangelo produzida no século XVI
Davi, escultura de Michelangelo produzida no século XVI

http://www.escolakids.com/historia/5/

Viva a sabedoria...

Condições para o surgimento da Filosofia

A desmitificação do mundo a partir das viagens marítimas

A Grécia (Hélade) nada mais foi do que um conjunto de cidades-Estados (Pólis) que se desenvolveram na Península Balcânica no sul da Europa. Por ser seu relevo montanhoso, permitiu que grupos de pessoas (Demos) fossem formados isoladamente no interior do qual cada Pólis desenvolveu sua autonomia.

Constituída de uma porção de terras continental e outra de várias ilhas, bem como também em virtude da pouca fertilidade dos seus solos, a Grécia teve de desenvolver o comércio como principal atividade econômica. Assim, e aproveitando-se do seu litoral bastante recortado e com portos naturais, desenvolveu também a navegação para expandir os negócios, bem como mais tarde sua influência política nas chamadas colônias.

A sociedade grega era organizada segundo o modelo tradicional aristocrático, baseado nos mitos (narrativas fabulosas sobre a origem e ordem do universo), em que a filiação à terra natal (proprietários) determinava o poder (rei).

Esse modo de estruturar a sociedade e pensar o mundo é comumente classificado como período Homérico (devido a Homero, poeta que narra o surgimento da Grécia a partir da guerra de Troia). Mas com o tempo, algumas contradições foram sendo percebidas e exigiram novas explicações. Surge, então, a Filosofia. Eis os principais fatores que contribuíram para o seu aparecimento:

- As viagens marítimas, pois o impulso expansionista obrigou os comerciantes a enfrentarem as lendas e daí constatarem a fantasia do discurso mítico, proporcionando a desmitificação do mundo (como exemplo, os monstros que os poetas contavam existir em determinados lugares onde, visitados pelos navegadores, nada ali encontravam);

- A construção do calendário que permitiu a medição do tempo segundo as estações do ano e da alternância entre dia e noite. Isso favoreceu a capacidade dos gregos de abstrair o tempo naturalmente e não como potência divina;

- O uso da moeda para as trocas comerciais que antes eram realizadas entre produtos. Isso também favoreceu o pensamento abstrato, já que o valor agregado aos produtos dependia de uma certa análise sobre a valoração;

- A invenção do alfabeto e o uso da palavra é também um acontecimento peculiar. Numa sociedade acostumada à oralidade dos poetas, aos poucos cai em desuso o recurso às imagens para representar o real e surge, como substituto, a escrita alfabética/fonética, propiciando, como os itens acima, um maior poder de abstração.

A palavra não mais é usada como nos rituais esotéricos (fechados para os iniciados nos mistérios sagrados e que desvendavam os oráculos dos deuses), nem pelos poetas inspirados pelos deuses, mas na praça pública (Ágora), no confronto cotidiano entre os cidadãos;

- O crescimento urbano é também registrado em virtude de todo esse movimento, assim como o fomento das técnicas artesanais e o comércio interno, as artes e outros serviços, características típicas das cidades;

- A criação da Política que faz uso da palavra para as deliberações do povo (Demo) em cada Pólis (por isso, Democracia ou o governo do povo), bem como exige que sejam publicadas as leis para o conhecimento de todos, para que reflitam, critiquem e a modifiquem segundo os seus interesses.

As discussões em assembleias (que era onde o povo se reunia para votar) estimulava o pensamento crítico-reflexivo, a expressão da vontade coletiva e evidencia a capacidade do homem em se reconhecer capaz de vislumbrar a ordem e a organização do mundo a partir da sua própria racionalidade e não mais nas palavras mágico-religiosas baseadas na autoridade dos poeta inspirados. Com isso, foi possível, a partir da investigação sistemática, das contradições, da exigência de rigor lógico, surgir a Filosofia.

Mais uma etapa superada...