quarta-feira, 24 de julho de 2013

Viva a sabedoria...

Dialética
Dialética é a união entre forma e conteúdo para a compreensão da realidade, evidenciando uma lógica unida a uma ontologia. Zenão: o Inventor da dialética.

Conta-nos a história que o inventor da dialética foi Zenão de Eleia, que produzia argumentos com base na oposição das teses levantadas por seus adversários com o intuito de refutar a noção de movimento, mostrando, assim, que seu mestre (Parmênides) estava certo ao dizer que o Ser é e o não Ser não é. Mas podemos recuar um pouco mais no tempo, na época de Heráclito, pai do mobilismo, a fim de compreender as origens da dialética.

Segundo o modo de pensar o mundo que concebe que tudo está em transformação, a linguagem (lógos) refere-se à própria phýsis, isto é, o que se diz se diz da natureza. No entanto, o pensamento capta que todos os objetos estão em eterna transformação, o que impede uma identidade conceitual possível de ser absolutamente conhecida. Assim, tudo o que temos são opiniões sobre o mundo e, para não corrermos o risco de errar constantemente, devemos observar cuidadosamente esse processo de devir ou de transformação que pode ser chamado, nesse momento, de a dialética das coisas.

Ora, é justamente aqui que entra, muito tempo depois, o pensamento de Zenão, para quem o movimento é ilusão. Ele sistematiza o que chamamos de dialética justamente para evidenciar a lógica de Parmênides, que privilegia a unicidade e a univocidade do Ser. Toda espécie de juízo, que não o tautológico (A é A), introduz o movimento no pensamento e, portanto, erra-se.

Tempos depois, para solucionar isso, Platão promoveu uma síntese entre os autores do mobilismo e do imobilismo, entendendo que há duas realidades distintas, mas complementares: o mundo sensível e o mundo inteligível. No sensível, por causa de sua variedade e multiplicidade, percebe-se o movimento, que por si só impediria toda predicação. 

No inteligível, há o problema da comunicação entre as ideias, o que permitiria, como entendia Parmênides, que só juízos tautológicos pudessem ser feitos. Então, para salvaguardar a unidade da inteligência nos discursos que são sensíveis, Platão desenvolveu uma nova forma de dialética, que partia do diálogo entre interlocutores que saem do plano meramente sensível em busca das ideias. Isso significa que o mundo inteligível, como fator extralinguístico, promove o conhecimento dos entes sensíveis, determinando suas formas de existência. O conhecimento puro é ideal, mas ainda que não possamos alcançá-lo absolutamente, não devemos desistir, porque é o ideal que regula o lógos (linguagem).

Aristóteles, discípulo de Platão e inventor do que chamamos de lógica, entende a dialética como um debate de opiniões que ainda são infundadas formalmente, mas que podem ou não resultar em ciência. Ele desenvolveu um instrumento formal capaz de dar conta das relações de mediação entre o que foi dito, para se extrair conclusões adequadas ao conhecimento de objetos. Esse instrumento é o silogismo.

Por muito tempo a dialética foi relegada a um segundo plano, sendo substituída na lógica pela matemática. No entanto, no século XIX, um pensador alemão, Hegel, retomando o pensamento de Heráclito e Platão, conferiu uma nova compreensão sobre dialética. Segundo ele, a dialética ocupa-se da síntese entre situações históricas concretas que visam à superação das oposições estabelecidas por cada povo, em cada época. Assim, um regime político, uma religião, ou qualquer ato humano (cultura em geral) é um distanciamento da natureza, mas que busca sair de si e retornar a si enquanto espírito. Natureza e espírito são a mesma coisa e se desdobram no que chamamos de história da razão. Há um interesse da razão no desenvolvimento de si mesma para concretizar no mundo o seu ideal. O real é racional e o racional é real, diria Hegel, ao estabelecer as noções de tese, antítese e síntese como o próprio movimento do pensamento humano.

Porém, importante mesmo foi a consequência desse pensamento para um outro filósofo alemão: Karl Marx. Conforme esse autor, as contradições nas coisas não dependem de uma razão que transcende nossa realidade, mas são frutos do modo como organizamos nossa produção, isto é, das nossas condições materiais de existência. Significa dizer com Marx que podemos superar as contradições tomando consciência de nossa situação histórica, ou seja, consciência de classe. No ápice de sua síntese, não estaria o Estado teleológico como queria Hegel, Estado esse que interessa à Razão, mas um modo de vida comum que evitaria que contradições surgissem de modo a diferenciar as pessoas segundo classes econômicas.

Dessa forma, o que há de comum entre esses autores é que concebem a dialética como a união entre forma e conteúdo para a compreensão da realidade, evidenciando uma lógica unida a uma ontologia.
http://www.brasilescola.com/filosofia/dialetica.htm

Arte...

As Tendências da Escultura Moderna
As tendências da escultura moderna foram marcadas por dois tipos de escultura:

- Construtivismo cinético
- Abstracionismo orgânico

Os artistas que pertencem ao construtivismo cinético tentavam mostrar a vida moderna através de pinturas ou formas abstratas.

Os escultores que faziam parte do abstracionismo orgânico demonstravam as formas da natureza. Porém, os artistas buscavam produzir suas obras através da cultura da população africana.

No século XX, o artista mais importante foi Brancusi, que desenvolveu obras abstratas. A sua obra também era voltada para uma crença absoluta no valor expressivo das formas simples.
 

A obra mais famosa foi "O Beijo" (1908):
Quando Brancusi produzia suas obras em mármore ou metal, ele dava a elas um polimento, resultando assim num aspecto luminoso e sensações táteis para quem observa a obra. O resultado final das obras de Brancusi conclui que a escultura é uma arte reservada apenas à visão.
Na escultura moderna, os escultores sempre faziam novas pesquisas de materiais diferentes e novos tipos de movimentos, abstração, luz e cor.

http://www.brasilescola.com/artes/as-tendencias-escultura-moderna.htm

Entendendo...

O que é Organização Social?
Organização social, segundo Raymond Firth, consiste na ordenação sistemática de relações sociais pelos atos da escolha e da decisão. A partir de uma organização social os indivíduos fazem escolhas baseando-se nas normas da estrutura social.

A organização social diz respeito à forma como os homens se relacionam através de suas ações

Na compreensão de uma sociedade, para além da análise de sua estrutura social (a qual consiste na forma como esta se estrutura, nas funções necessárias para aquele grupo, nas posições sociais e papéis sociais que estão dispostos conforme privilégios e deveres), é preciso compreender sua organização. Segundo Raymond Firth, em artigo publicado no livro Homem e Sociedade, organizado por Fernando Henrique Cardoso e Octavio Ianni, a "organização social implica algum grau de unificação, ou união de diversos elementos numa relação comum” (IANNI, 1973, p. 41). A ideia de organização social está ligada ao processo social, à ideia de mudança, de arranjo do comportamento dos indivíduos na construção da vida social.

Dentro de uma organização social os indivíduos podem tomar decisões e fazer escolhas tendo como referência as normas dadas pela estrutura social, concordando ou não com os valores grupais, com as convenções. Contudo, como se sabe, aqueles que fogem à regra podem sofrer pressões. Ao mesmo tempo, quando um comportamento se torna mais frequente, deixa de ser exceção para se tornar regra. Como exemplo, basta pensarmos nas mudanças do papel social exercido pela mulher em sua posição de esposa. Se outrora era apenas alguém do lar, hoje pode assumir funções profissionais fora de casa, o que certamente afetou a organização da sociedade (principalmente a ocidental) nas últimas décadas. A organização social diz respeito à forma como os homens se relacionam através de suas ações, levando em consideração aspectos como: período de tempo, responsabilidade e representatividade com os grupos, riqueza, a camada social na qual estão inseridos, enfim, entre uma sorte de outros aspectos que podem contribuir para marcar a posição social do indivíduo para o desempenho de seu papel.

Mas qual a diferença mais específica entre estrutura e organização social? Para Firth, “a continuidade é expressa na estrutura social, na trama de relações que é feita através da estabilidade de expectativas, pela validação de experiência do passado em termo de experiência similar no futuro. Os membros da sociedade procuram um guia seguro para a ação, e a estrutura da sociedade lhes dá isso – através da família, do sistema de parentesco, das relações de classe, da distribuição ocupacional, e assim por diante. Ao mesmo tempo, oferece oportunidade para a variação e para a compreensão dessas variações. Isto é encontrado na organização social, a ordenação sistemática de relações sociais pelos atos da escolha e decisão” (ibidem, p. 45).

Assim, o que se pode compreender dessa afirmação é que se que a estrutura social diz respeito ao sistema de posições sociais que os indivíduos podem ocupar, a organização diz respeito ao sistema de papéis sociais que esse mesmo indivíduo pode ocupar. Numa comparação ao jogo de xadrez, enquanto a estrutura social poderia equivaler às normas e regras do jogo (por exemplo, como cada peça deve se movimentar, regra previamente definida), a organização social equivale aos lances e estratégias de jogo, à combinação de jogadas. Logo, ainda segundo Firth, enquanto na “estrutura social se encontra o princípio de continuidade da sociedade; no aspecto da organização se encontra o princípio de variação ou mudança – que permite a avaliação da situação e a escolha individual”. (ibidem, p.46).
http://www.brasilescola.com/sociologia/o-que-organizacao-social.htm

Curioso...

Mês das Noivas
O que melhor caracteriza a noiva é o tradicional vestido branco
Até pouco tempo atrás, o sonho da maioria das meninas era o próprio casamento, idealizar como seria a cerimônia, a festa, a lua-de-mel e, o principal, como seria o seu príncipe encantado. Quando se fala em casamento o que vem à tona é a imagem de um evento cheio de requinte e sofisticação, onde duas pessoas se unem e comemoram junto aos seus entes queridos a união. Apesar de toda modernidade do mundo atual, o casamento ainda conserva a maioria de suas tradições, entre elas o vestido branco da noiva, o buquê de flores, a festa com suas danças tradicionais e a lua-de-mel. A maioria das mulheres considera o dia do casamento o “dia mais feliz de suas vidas” e planejam com riqueza de detalhes o tão sonhado dia.

Para muitas mulheres o casamento é o dia mais feliz de suas vidas.

Muitas cerimônias de casamento são realizadas no mês de maio, esse mês foi instituído por influência da Igreja Católica, pelo fato de Maio ser o mês da consagração de Maria, mãe de Jesus Cristo, e também pelo dia das mães ser comemorado no mesmo mês. Segundo o Padre Francisco Greco, da Igreja São Jorge Mártir, “Como maio é Mês de Maria e das Mães, a noiva teoricamente é aquela que deseja ser mãe, por isso que talvez tenha nascido essa relação”.

Não consta nenhuma passagem bíblica citando o mês das noivas. A cerimônia tradicional do casamento se firmou entre os anos de 1534 e 1539, e a partir dessa data tornou-se um ato público, onde inúmeras pessoas eram convidadas para a celebração, contando com a presença de um representante da igreja para presidir a cerimônia. No Brasil aproximadamente 800 mil pessoas se casam por ano. O mês de maio, em número de casamentos, fica atrás somente de setembro e dezembro.
http://www.brasilescola.com/curiosidades/mes-das-noivas.htm

Devanear...

Amar você é coisa de minutos… - Paulo Leminski

Amar você é coisa de minutos
A morte é menos que teu beijo
Tão bom ser teu que sou
Eu a teus pés derramado
Pouco resta do que fui
De ti depende ser bom ou ruim
Serei o que achares conveniente
Serei para ti mais que um cão
Uma sombra que te aquece
Um deus que não esquece
Um servo que não diz não
Morto teu pai serei teu irmão
Direi os versos que quiseres
Esquecerei todas as mulheres
Serei tanto e tudo e todos
Vais ter nojo de eu ser isso
E estarei a teu serviço
Enquanto durar meu corpo
Enquanto me correr nas veias
O rio vermelho que se inflama
Ao ver teu rosto feito tocha
Serei teu rei teu pão tua coisa tua rocha
Sim, eu estarei aqui.

Tempero diferente...

Nos EUA, funcionário do Subway passa pênis no pão e posta foto no Instagram
Um funcionário do Subway virou "celebridade" na Internet americana ao postar uma foto passando o pênis em uma baguete. Detalhe: o rapaz estaria em horário de trabalho. A imagem viralizou no Instagram e no Twitter.
Postada na rede social de fotos pelo usuário weedpriest, a imagem tinha a seguinte legenda: "Meu nome é @ianjett e eu serei o artista do seu sanduíche". Em entrevista ao site Huffington Post, o funcionário, identificado como Ian Jett, disse que tudo não passava de uma brincadeira.
"Estava em casa e jamais faria isso no trabalho", disse Jett. Ele trabalha numa filial do Subway em Columbus, no estado de Ohio. Em outra foto, o americano disse ter "congelado o xixi" no trabalho. Jett foi demitido pela empresa após a postagem. Era piada ou o rapaz fez mesmo isso com o pão?

Até quando?

Bebê é achado em caixa de sapato e ganha nome do papa na BA
Papa no Brasil Um recém-nascido foi encontrado por moradores de um bairro da periferia de Salvador dentro de uma caixa de sapato, na noite desta terça-feira (23). Resgatado por policiais que faziam uma ronda no local, ele passou a ser chamado de Francisco em homenagem ao papa, que está em visita ao Brasil.

O bebê foi levado ao Hospital do Subúrbio, onde chegou pesando 1,9 kg e aparentando ter de três a cinco dias de vida, segundo a unidade de atendimento.

O cordão umbilical ainda estava para cair e havia mudas de roupa junto à criança.

"Os populares correram para salvar o bebê. Quando a viatura chegou, ele já estava enrolado em uma toalha rosa", diz o major Ricardo Mattos. "Já mandamos uma equipe ao hospital hoje [quarta] e o garoto está bem".

A ocorrência de abandono de incapaz foi registrada no posto policial do próprio hospital. O nome Francisco, adotado pela PM e pelos médicos, ainda não pode ser oficializado até que seja apurado se há responsáveis pelo bebê.

Este foi o segundo recém-nascido encontrado em uma caixa de sapato, neste ano, na mesma região da cidade.
http://www1.folha.uol.com.br/poder/2013/07/1315904-bebe-e-achado-em-caixa-de-sapato-e-ganha-nome-do-papa-na-ba.shtml

Mais uma etapa superada...