quarta-feira, 24 de julho de 2013

Viva a saúde...

Parece, mas não é: alguns alimentos considerados saudáveis podem enganar

Não tem jeito: é preciso ler o rótulo dos produtos com atenção para não cair em certas armadilhas
Alimentos light são mais saudáveis que os normais? Alimentos livres de gordura não engordam? Margarina é melhor do que manteiga? À primeira vista pode parecer que a resposta a essas perguntas seja fácil, mas não é bem assim. Existem muitos produtos consumidos e vendidos como mais saudáveis e menos calóricos, porém uma lida mais atenta ao rótulo pode mostrar uma realidade diferente.

Os exemplos citados acima ilustram bem o caso. Alimentos light e diet contêm menos açúcar e gordura, mas geralmente possuem mais sódio para manter o sabor. Além disso, alguns produtos podem conter o mesmo valor calórico que o original.  Produtos com a expressão "zero gordura" não são livres de calorias, e é sempre bom checar as informações nutricionais para se certificar de que ele seja rico em nutrientes.

A margarina é um produto altamente processado que contém gorduras hidrogenadas, não sendo mais saudável do que a manteiga. "Ambas são calóricas e ricas em gorduras. O melhor mesmo é consumir alimentos mais saudáveis como requeijão light, queijo tipo cottage e ricota, que também são fontes de proteínas e cálcio", sugere a nutricionista Vanessa Marquezin, da Rede Nutrício de Alimento.

Os exemplos não param por aí. Trocar refrigerante por suco parece um hábito saudável, mas isso depende do tipo de suco. Aqueles de caixinha têm tanto açúcar quanto um refrigerante, e ainda apresentam muitos conservantes. "Por isso é muito importante prestar atenção no rótulo e verificar a quantidade de açúcar, mel, xarope de milho, sódio e conservantes", alerta Mariana Exel, nutricionista do Hospital Samaritano de São Paulo (SP).


Light, diet, zero ou normal: primeiro é preciso entender a diferença entre eles. Produtos light apresentam 25% a menos de algum nutriente (geralmente gordura, açúcar ou sal). Já os alimentos diet e zero têm 100% de um ingrediente específico retirado (por exemplo, o açúcar). O zero é mais indicado para quem quer emagrecer (geralmente é menos calórico) e o diet é destinado a pessoas com necessidades metabólicas específicas, como diabetes. "Os produtos light e zero geralmente possuem menos calorias que os produtos originais, enquanto os diet podem continuar com o mesmo valor calórico que o tradicional", diz Vanessa Marquezin, da Rede Nutrício de Alimento. É importante também ficar de olho no rótulo, pois esses produtos geralmente contêm sódio e adoçantes para manter o sabor. Então, melhor ingerir uma quantidade menor da versão tradicional do que o dobro da light Thinkstock

Barrinhas de cereais, granola e cereais matinais, considerados snacks saudáveis, também podem esconder algumas "pegadinhas". Algumas marcas apresentam adição de açúcar, mel, xarope de milho e até sódio, e podem conter valores calóricos bem altos. Mas então como fazer para se livrar das armadilhas? Não tem jeito, é preciso ler o rótulo.

De olho nas informações

"As informações no rótulo são valiosas para que o consumidor possa totalizar a quantidade de sódio, açúcar e gorduras ingeridos diariamente e se controle para que não faça abusos que podem conduzir a distúrbios na saúde a longo prazo", aponta Mário Maróstica, professor do Departamento de Alimentos e Nutrição da Unicamp.

Por isso, antes de comprar qualquer alimento, é importante estar atento tanto à tabela nutricional quanto à lista de ingredientes. Mas nem sempre eles são fáceis de ser compreendidos.

A tabela nutricional, por exemplo, pode esconder uma armadilha em produtos voltados para crianças. Isso porque o percentual de valores diários (% VD) – ou seja, as quantidades de nutrientes que devem consumir para se ter uma alimentação saudável – é baseado em uma dieta de 2.000 calorias. Mas crianças com menos de seis anos devem ter uma dieta de até 1.800 calorias, o que significa que as porcentagens seriam mais altas para elas.

"Alguns produtos industrializados voltados para crianças apresentam teor de sódio de cerca de 25% do valor diário, mas com base em uma dieta de 2.000 calorias, que é a dieta de um adulto. Se fizermos os cálculos para a dieta de uma criança, de até 1.800 calorias, essa porcentagem sobe para quase 30% - ou seja, a criança consome um terço da quantidade de sódio recomendada por dia em uma única refeição", alerta a pediatra Maria Aparecida Garlipp, da Maternidade de Campinas (SP).

Lista de ingredientes

A lista de ingredientes também merece atenção. Poucas pessoas sabem que eles aparecem na ordem decrescente de quantidade (ou seja, com maior quantidade vem em primeiro lugar), de acordo com legislação da Anvisa. Isso pode parecer um simples detalhe, mas faz muita diferença. Produtos que têm sódio e açúcar no início da lista possuem grandes quantidades dos mesmos e, portanto, devem ser evitados.

"No caso dos sucos, por exemplo, a descrição dos ingredientes deve estar escrita da seguinte forma: 'polpa de fruta, água, açúcar...'. Se estiver escrito: 'açúcar, água e polpa de fruta', significa que o produto é rico em açúcar e água e tem pouco nutriente", ensina a nutricionista Karen Jacob.

Também é preciso atenção a alguns ingredientes que podem passar despercebidos. Nem sempre nos damos conta de que alimentos doces contêm sódio, ou que alimentos salgados contêm açúcar, mas isso acontece com frequência.

Isso porque tanto o sal como o açúcar ajudam a acentuar o sabor do alimento. Além disso, o açúcar pode deixar a massa mais macia, e o sal ajuda na preservação. Por isso é bom sempre ler o rótulo - especialmente diabéticos e hipertensos - para não cair em uma cilada.

No livro "Food's Rule: An Eater's Manual" ("Regras da comida: um manual para os comedores", Penguin Books, 2009, ainda não disponível em português), o autor Michael Pollan alerta para produtos industrializados com listas de ingredientes muito longas. Isso porque, segundo ele, quanto mais ingredientes um produto contém, mais processado (e menos saudável) ele é.

Mocinho ou vilão?

Por outro lado, alimentos que podem parecer vilões nem sempre trazem prejuízos para a saúde. Esse é o caso dos enlatados e dos legumes congelados.

O atum em lata, por exemplo, leva óleo vegetal, sal e é cozido dentro da latinha de aço sem qualquer aditivo. Já os legumes enlatados conservam boa parte de seus nutrientes, mas é preciso preferir os cozidos a vapor e prestar atenção no rótulo para verificar a quantidade de sódio adicionado.

Legumes congelados também têm boa conservação de nutrientes e fibras. De acordo com uma pesquisa realizada pela Food and Drug Administration (FDA, órgão regulatório de alimentos e medicamentos nos Estados Unidos) em 2011, frutas e vegetais congelados fornecem a mesma quantidade de nutrientes e benefícios à saúde que os frescos.

"Os legumes congelados passam por um procedimento em que levam um 'choque', o que faz com que ainda preservem seus nutrientes", diz Marquezin. Mas alerta: "É importante ressaltar que frutas e legumes de época e in natura têm mais nutrientes e são mais saudáveis".

http://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/redacao/2013/07/24/parece-mas-nao-e-alguns-alimentos-considerados-saudaveis-podem-enganar.htm

terça-feira, 23 de julho de 2013

Vamos em frente...


Só rindo...






Refletir...

 
“Desfrute hoje, é mais tarde do que supõe.” (Provérbio Chinês)

Língua afiada...

PEGADINHA GRAMATICAL
O termo “alerta” – alerte-se sobre os pontos que o demarcam
 Analisemos, primeiramente, os enunciados em questão, atendo-nos ao termo ora destacado: 
A população estava alerta, pois havia risco de inundação.
Todos olhavam alerta para as manobras arriscadas do piloto. 

O alerta já foi dado pelo corpo de bombeiros, pois há áreas que oferecem perigo aos banhistas.

No primeiro enunciado, defrontamo-nos com um adjetivo, haja vista que ele confere uma característica ao substantivo “população”. Nesse sentido, retomemos as particularidades relativas às classes gramaticais – tendo em vista a possibilidade de serem passíveis de flexão ou não. Como se trata de um adjetivo, esse concorda com o substantivo, no caso em questão, em gênero e número: alerta – feminino/ população – singular. 

No segundo exemplo constatamos que se tata de um advérbio, pois o termo “alerta” está indicando a circunstância em que se encontra o verbo “olhavam”. Partindo desse princípio, temos que ele permanece invariável, tendo em vista suas reais características.

No terceiro enunciado, notamos que o termo em questão se caracteriza como um substantivo, ora denotando “aviso”, “comunicado”, portanto, perfeitamente passível de flexão. Poderíamos dizer que “os alertas já foram dados pelo corpo de bombeiros, pois há áreas que oferecem perigos aos banhistas”. Assim sendo, estaríamos fazendo a devida concordância entre o verbo e o substantivo.

Mediante tais pressupostos, o que podemos inferir é que a flexão ou não do termo em estudo depende única e exclusivamente do contexto em que ele se encontra empregado.

Dessa forma, compartilhamos com mais uma particularidade que norteia os fatos linguísticos. 
http://www.brasilescola.com/gramatica/o-termo-alerta-alerte-se-sobre-os-pontos-que-demarcam.htm

História...

República Populista 
República Populista. O uso intenso dos meios de comunicação para o contato com o povo: uma marca do Brasil Populista.
A República Populista indica um período da história política do Brasil que envolve as décadas de 1930 e 1960. Nesse tempo, o país foi presidido por Getúlio Vargas (1930 – 1945), Gaspar Dutra (1946 – 1951), mais uma vez por Getúlio Vargas (1951 – 1954), Café Filho (1954 e 1955), Juscelino Kubitscheck (1955 - 1961), Jânio Quadros (1961) e João Goulart (1961 - 1964).

Nesse período, o Brasil sofreu grandes transformações econômicas e sociais. Uma das marcas dessa época foi o grande impulso dado para o crescimento das indústrias e o fortalecimento das classes trabalhadoras urbanas. O Brasil, gradativamente, deixava de ser um país de economia rural, para também ter grandes riquezas sendo produzidas nas cidades.

Todo esse crescimento fez com que a classe trabalhadora tivesse grande força e influência na política daquela época. Desse modo, vemos que no período populista os presidentes do país tinham grande preocupação em dizer que eram comprometidos com as causas dos assalariados e dos trabalhadores. Contudo, esse discurso não foi capaz de evitar os grandes problemas sociais que se desenvolveram nessa época.

Interessados em fortalecer seus nomes com grandes obras, o governantes populistas promoveram gastos que ampliaram enormemente a dívida do Brasil com os bancos e países estrangeiros que emprestavam dinheiro ao país. Desse modo, vemos que o nosso desenvolvimento foi financiado com grandes empréstimos que impediam que os investimentos na área social fossem mais eficientes.

Após a Segunda Guerra Mundial, percebe-se que o desenvolvimento da economia nacional acabou gerando fortes discussões nessa época. De um lado, havia setores da sociedade acreditando que o Brasil só teria um destino melhor se deixasse as grandes empresas estrangeiras investirem no país. De outro, os opositores dessa primeira ideia lutavam por um desenvolvimento independente e sem grandes compromissos com as empresas de outros países.

Com o desenvolvimento da Guerra Fria, logo após a Segunda Guerra Mundial, as tendências políticas que defendiam a autonomia do Brasil em relação aos poderosos países estrangeiros sofreram duras críticas. A não abertura do país ao mercado estrangeiro era vista como uma forma de oposição ao capitalismo e, ao mesmo tempo, abria espaço para o fortalecimento dos setores políticos brasileiros próximos do socialismo e do sindicalismo.

Chegando à década de 1960, o populismo começava a sentir os seus primeiros sinais de crise. Já não era tão simples para os governantes brasileiros agradar os trabalhadores do país sem que para isso o interesse dos grandes empresários fosse prejudicado. Vários setores populares da sociedade se articulavam em favor de transformações sociais mais profundas no nosso país. Foi daí que os setores mais conservadores entenderam tal contexto como uma grave ameaça à nação e, desse modo, apoiaram uma intervenção militar na política do país.

No ano de 1964, quando João Goulart era presidente do Brasil, o período populista se encerrou com o início de um regime controlado por forças militares. As liberdades individuais foram severamente controladas e todos os movimentos sociais daquela época foram duramente perseguidos pelo novo governo que chegava ao poder. Assim, a era populista deixava lugar para um regime controlado por militares que durou até o ano de 1985.

Viva a sabedoria...

Cosmologia

A busca pela origem do universo.

Os pré-socráticos buscavam, além de falar sobre a origem das coisas, mostrar que a physis (naturezas) passava por constantes mudanças e que essas eram provocadas por alguma coisa que tentavam conhecer. Por causa das viagens marítimas, da invenção do calendário, da invenção da moeda, do surgimento das polis, da invenção da escrita e da política os gregos passaram a perceber que nada ocorria por acaso e que não existia a interferência de deuses relatados no período mitológico.

A cosmologia surgiu como a parte da filosofia que estuda a estrutura, a evolução e composição do universo, sendo a primeira expressão filosófica apresentada no Período pré-socrático ou cosmológico. Suas principais características são: a substituição da explicação da origem e transformação da natureza através de mitos e divindades por explicações racionais que identificam as causas de tais alterações, defende a criação do mundo a partir de um princípio natural e que a natureza cria seres mortais a partir de sua imortalidade.

No período em que a cosmologia prevaleceu, as pessoas acreditavam que a natureza somente poderia ser conhecida através do pensamento, ou seja, existia a necessidade de pensar para se chegar ao princípio de todas as coisas que forma, a partir de sua imutabilidade, seres sensíveis a transformações, regenerações, mutações capazes de realizar modificações quanto à qualidade e quantidade. Tal mudança – Kínesis – significava tais modificações, além de significar movimentação e locomoção.

Mais uma etapa superada...