CAMÕES II–
MACHADO DE ASSIS Quando, transposta
a lúgubre morada Dos castigos,
ascende o florentino A região onde o
clarão divino Enche de intensa
luz a alma nublada,
A saudosa Beatriz,
a antiga amada, A mão lhe estende e
guia o peregrino, E aquele olhar
etéreo e cristalino Rompe agora da
pálpebra sagrada.
Tu que também o
Purgatório andaste Tu que rompeste os
círculos do Inferno, Camões, se o teu
amor fugir deixaste,
Ora o tens. como um
guia alto e superno Que a Natércia da
vida que choraste Chama-se Glória e
tem o amor eterno.
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